Já de dentro do caixão, joguem a terra meus irmãos. A gente vale o que tem, a gente vale o que tem. Esse bilhete é verdade, não quero mais sofrer, se eu já tivesse morto, ninguém ia perceber, muitas outras coisas pra ver, ninguém vai te ajudar. Dê a volta no caixão, na falsidade, segure minhas mãos, reze uma missa, me dê o seu perdão. Não quero mais viver de fora desse caixão. Escrevo os versos e não rasgo os pulsos, rasgo os pulsos e não escrevo os versos. Eu arranco com as próprias unhas, seja terra, pulsos, coração.
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